domingo, 8 de maio de 2011

MÃE - MINHA FLOR-CADENTE

Em alquimia mágica
posso misturar lembranças perfumadas
e aconchego de presença cúmplice.
Posso desenhar força frágil
em mistério de flor
juntinho com brilho de estrela guia
cortando minha vida de norte a sul.

Flor de aromas todos,
que me fez  farejar cheiros de vida
intensa e forte.
Que me ensinou a  amar sem reservas,
o amor pleno e de verdade,
que me ensinou coragem
e decidida liberdade.

Estrela constante
em céu escuro de noite fria,
ou estreladinho de sorrisos seus.
Noites musicada de chinelo na mão
e avental todo sujo de ovo...



"Se eu pudesse,
eu queria outra vez mamãe..."

,,,Seu cheiro  e seu brilho quente,
MINHA FLOR-CADENTE.

Obrigada..Por me ensinar a VIDA e o AMOR
do seu jeitinho tão doce e tão decidido...
Obrigada...Por me ouvir, mesmo quando me reprova...
Obrigada...Por ser tão diferente e tão essencial...
Obrigada...Por não me julgar e por me aceitar do jeitinho que eu sou...

TE AMO, D. ENCRENQUINHA...
MINHA MÃE LINDONA,
MINHA FLORZINHA-CADENTE...

domingo, 1 de maio de 2011

DESENHO

Desenhei um meninozinho 
solto no meio da página,
Sem mais nada.
Tinha nome...
Tinha cor de olhos também....
Não sabia para onde ir.
Quis dar um mundo de sugestões e poesias,
Achei melhor o silêncio.
Que ele buscasse seus caminhos, 
pois teria sempre à sua disposição,
na página,
um considerável espaço em branco
para fazer seus apontamentos, 
suas escolhas
ou simplesmente desistir.
Em todo caso, estaria ali,
Atenta às idas e vindas,
e ao  meu reflexo em seu olhar de papel:
única pista sobre a concretude dessa ilusão.

Lendo Quintana e mandando a tristeza embora...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

MÚSICA DE MENINA

                   E lá vem ela outra vez...

...rasgando caixa frágil  de memórias,
brincando de roda,
cantando da infância as histórias.
Canta menina,
canta que eu ouço,
e te espero à noite no portão.
Canta a música de pai,
Canta o encanto feiticeiro de filha.
E embriagada dessa nostalgia
faz dormir a mulher que,
 assim embalada, desperta-se de novo em menina...
E ela brinca, e é dona de felicidades
Ouvindo e dançando a música
que despedaça e espalha
com seus passos
em mil compassos de ninar
por entre ouvidos descrentes de magias.
E o canto de pai,
namorado de portão,
que fazia da menina a mulher,
hoje traz
para a mulher, a menina,
que rodopia tresloucada de emoções
e sabe bem ouvir os recados desses barulhinhos
vindos de dentro de corações...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

METÁFORAS


Nos arredores das metáforas,
abismos polissêmicos
fervem provocações
atando nós e desenhando enigmas.



Obscuro escuro-claro
mar sinestésico.


A metáfora é a
meta do poeta...
É faca afiada
retalhando a razão
em pedaços azuis
de mar profundo 
e fim de céu vermelho estrelado...
Poesia  do avesso, marginal,
do avesso da alma
gritando evasão e exceção...

Metáfora exorcista...
Explode e remete
pra  fora
o do lado de dentro...
Pretensa intenção de revelar-se
em profusão de sentidos
as loucuras insondáveis:
provocações, nós e enigmas ...

Para minhas alunas do COC e amigas leitoras desse blog, Ana Laura e Alexandra...E para os meus amigos e blogueiros Sandro Ataliba e Thaís...
Ai as metáforas...

domingo, 10 de abril de 2011

FLOR MORENA


Flor morena,
Plantada em céu de boca,
Cheirando a jasmin...
Meia história do sem-fim,
De boca em tatuagem
E de marcas no corpo
Em rotas de labirintos
De saudade ou nunca mais.
Peco por quereres,
Imploro por poderes
E contemplo-te,
voando em outros jardins,
E chamo teu nome carmim.
Ardo em febre e sou delirante desassossego...
Visão onírica, helênica,
epopeia de mim
com heroína-deusa-humana
Exaltada em cantos e vitórias
De jardim secreto.
Saga e miragem particular,
Inatingível flor morena
Contada em versos de bocas...
Meu tormento de céu de jasmin.

terça-feira, 5 de abril de 2011

RAÍZES E ASAS


O vento na cortina
É um prenúncio
E o pretexto pra divagar
E juntar pensamentos
Numa ordinária rotina
Provocante e atrevida.
Lá fora,
O vento voa com as folhas
secas de outonos
brincando de ciranda
No terreiro.
Sendo, porque foi,
Em reverência
Ao que há de vir...
Raízes e asas,
Unindo o que passou
E o que há de  desvendar-se ainda...
Unindo o  aqui de dentro
Com o lá-de-fora-de-mim...
Extraordinária arte de juntar
o tempo em histórias
e poetar a vida em escrevências
Que me dão asas,
Porque me sei raízes...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

MINHA TORRE DE BABEL

                     
 Seus olhos passeiam
pela minha Torre de Babel
Como num ritual.
Eles não me deixam certa.
Não. Não me deixam.
E dali, bordo meus desejos de amplidão,
Estendo as mãos,
E não são estrelas que eu toco,
Mas sinto ganas de alcançá-las.
É turbilhão que move meu centro,
Meu lado,
Meu meio e meu fim.

Sou processo
E na trajetória, devoro sonhos
E me agiganto alimentada.
Um dia desses,
desse meu terraço mito,
alcanço o meu lógico céu,
E os nossos olhos contemplarão
Lendária construção de vida,
Rastros bordados se alando
Por entre as estrelas
Das estradas que trilhei,
Até chegar aqui... .
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Leia mais...