segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

APRENDENDO A VOAR


O céu sob os meus pés.
Um gosto de medo e de estrelas na boca.
A descoberta.
O avesso de mim aos meus pés
Escancarado, desvendado.
A surpresa “tragingraçada”.
Ri tanto!
Chorei tanto!
Até que veio a eternidade.
A eternidade que não se mensura no tempo-espaço dos relógios mortais,
Nem cabe no medíocre entendimento.
Excede...
Uma eternidade irreverente, insolente.
A menina curiosa que voou com o primeiro pássaro fascinante...
E voará sempre,
aprendendo a ultrapassar as lágrimas de todos os maus lembrares.
Rir pra não chorar.
Um exercício que engana a tristeza e arregala a alma.
E assim, a menina curiosa virou uma historinha cômica.
E riu tanto!
E riu das desgraças.
E riu de si.
E riu dos outros que acham tudo pouco demais
E querem demais de tudo um pouco.
Rá.
Você não sabe,
Mas não foi prisão, foi entrega
Porque  antes, aprisionada, libertou-se.
Agora  na liberdade da entrega,
Voou alto,
despencou,
E aprendeu,
enfim e admirada,
 A VOAR.

por carla stopa
 



DANÇA COMIGO?

Dançando...

Conforme a música.
Um jazz ou um blues com Nina Simone, quem sabe.
Conforme o vento...
Bolhas de sabão,
Brisa leve ou seu vendaval.
Na chuva...
Combino com meu cantar.
Conforme o toque...
Timidez e Ousadia,
Conforme o olhar...
Sem nada falar,
Vou no ritmo...
Mas não absolutamente nos conformes...
Detesto os moldes,
Odeio os clichês...
Acostume-se.
Quero mais...Muito mais...
Sem limites ou fronteiras..
Sem frescura.

Love me or leave me...

Dança comigo?
                        Por Carla Stopa                                  
 E eu juro que não esqueço a música...kkkkkk

domingo, 9 de janeiro de 2011

DE VULGARI ELOQUENTIA

  
       Tenho um irmão com alma de poeta, uma presença de espírito invejável, um coração enorme e uma vontade cúmplice de evidenciar,  por meio da sua palavra, a liberdade e a responsabilidade que é VIVER... 
       Ju, maridão da Vanessa(diga-se de passagem também cúmplice dessa arte e se diverte muito com os devaneios dele)   e pai da minha pequena Sophia, ele tem se revelado aqui nesse mundinho onde as palavras alcançam uma dimensão imensurável de poder e magia.
        Outro dia, angustiado com esse poder das palavras, escreveu em seu blog um post interessante com o título "Dúvidas de um blogueiro: POSTAR OU NÃO POSTAR. Vale a pena conferir:(http://www.julianofabricio.com/2011/01/duvidas-de-um-blogueiro-postar-ou-nao.html).
        Eu gostaria de respondê-lo, primeiramente, dizendo que temos além do prazer, a obrigação de fazê-lo: FALAR ou ESCREVER, não importa. Não podemos nos acovardar diante da realidade opressora de uma grande maioria que não tem coragem nem condições para fazê-lo. Sejamos então, os ouvidos dos outros, desmascarando e sendo o estorvo que não se calará JAMAIS...
        E gostaria de responder também com a poesia de Paulo Henriques Britto, um poeta carioca e professor universitário que desenvolve sua arte com autonomia admirável, evidenciando que o território da poesia é de íntima estranheza... Um prosador poético que com sua magia nos torna cúmplices, mesmo que seja pela IRONIA...

De Vulgari eloquentia
                               por Paulo Henriques Britto

A realidade é coisa delicada,
de se pegar com as pontas dos dedos.
Um gesto mais brutal, e pronto: o nada.
A qualquer hora pode advir o fim.
O mais terrível de todos os medos.

Mas, felizmente, não é bem assim.
Há uma saída - falar, falar muito.
São as palavras que suportam o mundo,
não os ombros. Sem o "porquê", o "sim",
todos os ombros afundavam juntos.
Basta uma boca aberta
(ou um rabisco num papel)
para salvar o universo.
Portanto, meus amigos, eu insisto:
falem sem parar.
Mesmo sem assunto.

E para terminar, quero parafrasear Paulo Henriques...

Portanto, meu irmão e amigos, eu insisto:
escrevam sem parar.
Mesmo sem assunto...

 Desabafo da Escrevente...
Carla Stopa


sábado, 8 de janeiro de 2011

SINA


Tenho um traço louco de liberdade.
Cicatriz da alma...
Necessidade...
Um defeito,
uma qualidade.
Não sei!
Às vezes  acredito,
seja mesmo
 mais uma vontade...

Evidências da escrevente...
Carla Stopa

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

VALOR


"Somos tão frívolos que nos tornamos incapazes de amar a vida tal como nos é dada e conquistada em cada estágio. Somos dominados por uma inquietação que não é aquela positiva que nos leva a produzir, a nos abrirmos para novidades, mas agitação infantil de quem nunca se contenta porque não se encontra. Por isso se fragmenta e se perde..." Lya Luft
Pedaços e dores...
"De nenhum fruto queiras só a metade..."

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Quem é muito no começo, chora saudades no fim...

Lei para caminhar em Ouro Preto:

"...apurem os ouvidos ao caminharem por estas ruas, vielas, igrejas, praças, pontes e fontes. Que nossa imaginação seja uma conspiração com o glorioso passado, para que este nos possibilite ouvir os sussurros libertários, as intrigas palacianas, os poemas revoltosos e as liras dos amores impossíveis."


Viagem a um dos lugares mais mágicos do mundo. Não é à toa que foi tombada pela UNESCO como patrimônio cultural da humanidade. Na Praça Tiradentes, hoje, marcada por dois imponentes prédios: o Museu da Inconfidência (antiga Casa da Câmara e Cadeia - 1784) e o Museu de Ciência e Técnica (antigo Palácio dos Governadores).  Olha aí a galera no monumento em homenagem a Tiradentes.

 

Uma pausa nas andanças no Restaurante Bené da Flauta. Alguém aí leu Boca de Chafariz de Rui Mourão? Pois é... A galera do COC leu...
Bené da Flauta foi uma figura popular da cidade de Ouro Preto. Produzia pequenas peças em pedra sabão, geralmente animais. Por declamar frases simples, porém filosóficas, era considerado um poeta visionário. Uma das frases foi:
"Quem é muito no começo, chora saudades no fim."



 Olha aí, meus companheiros de caminhada...   Tathi, Amanda e Gabriel Veloso...                   Aliás, companheiros e amigos de verdade.        Meus alunos de Literatura no COC... INESQUECÍVEIS!

É mágico caminhar nessa cidade, admirar cada ladeira, cada sacada... Imaginar a história: toda vida, morte e sofrimento em nome da LIBERDADE...                            Para completar, a melhor torta de banana acompanhada de sorvete de creme e calda de caramelo... E na companhia da minha amiga e coordenadora Jussara Baesse... Saudade!!!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

EU, PASSARINHO

A TODOS ESTES QUE AÍ ESTÃO
ATRAVANCANDO MEU CAMINHO,
ELES
PASSARÃO...
EU,
PASSARINHO!
                                                             Mário Quintana
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