Contei segredos para os meus botões,
esparramei-os um a um em emoções.
As rendas transparentes do decote
desnudaram-me a alma
e revelaram-me os vermelhos todos
de pudores e amores...
Mas os segredos emaranhados
de mim foram-te afrontas...
Vieste, então, desfazer-me as tramas
e ponto a ponto alinhavar-me
entre teus escombros...
Enfeitar-te...
No início tive medo
depois comecei a sorrir
ante a aparição de todo dia...
Esperava...
Os laços de nós,
sem emaranhados ou nós.
Um dia bordou na pele, CUMPLICIDADE...
Não arrematou, virou FELICIDADE...
E ficamos assim, vestidos pra sempre
das revelações provocantes
de decotes e olhares...
E dos outros; os mal-falares:
de toda essa nossa estranha, profana
e indecifrável LIBERDADE.






