
Metal perfurando tímpanos...
Som frio de relógio...
O tempo ensurdecendo
minha percepção ávida
noite afora...
Vai-se o tempo que pare agonia...
Nasce e vinga.
Vinga uma vingança fria,
comida fria,
fria camuflagem de saudade.
Corrói vida em meia morte...
Ausência cintilante predadora de mim...
Saudade que vinga, que medra,
que brota das presas prenhas
de ser o outro lado
do lado prisão...
O lado ferida de coração,
tumor de alma, decomposição...
Brota do outro lado
de ver liberdade e amplidão...
Meia vida. Solidão...
Meia morte...Por opção?
Fortes, lindas e profundas palavras nessa poesia!beijos,já de volta,chica
ResponderExcluirNão encontrei-me nas tuas palavras hoje, mas reconheço nelas inúmeras realidades.... beijos, carlinha!
ResponderExcluirUau, forte! Que círculo vicioso (e perigos) é a paixão, não?
ResponderExcluirBjs!
Só será morte se você se permitir morrer. E, se for assim, será uma morte inteira, pois não se pode estar aqui e lá ao mesmo tempo.
ResponderExcluir____________________________________
ResponderExcluir...imagens fortes nesse poema... Um desabafo!
Beijos de luz!
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Ótimo isso! "Meia morte"? Muito bem pensado e descrito!
ResponderExcluir[]s
Feridas no coração, na alma, mas a morte não se pode permitir,,,temos que lutar sempre contra ela...beijos de bom dia pra ti querida.
ResponderExcluirMeia morte
ResponderExcluirmeia vida
não há diferença.
Penso que, em alguns momentos da vida, precisamos encarar esses gritos que dilaceram o peito e nos mortificam. Muitas vezes nasci quando assumi minhas mortes. Deixei-me morrer para alguns momentos para nascer para outros, muitas vezes no mesmo cenário. Poesia forte e renovadora! Amei!
ResponderExcluirA meia morte, é a chance de se agarrar a vida e a fazer ser por completa..
ResponderExcluirBjos amiga..adoro passar aqui e ler seus pensamentos, me encanta cada palavra...
Bjos no coração e tudo de bom.
Um belo sábado pra ti minha amiga,,,carinhoso beijo de paz e poesia...
ResponderExcluirAndo passando por uma fase, bem assim, meia morte, meia vida.
ResponderExcluirNão o que comentar, só sei que me vi por aqui.
Bom findi.
Se cuida.
Beijos
Forte hein?
ResponderExcluirPenso que há sempre uma porta entre os estágios...
Beijo
A metade de algo será sempre a metade de tudo!!!
ResponderExcluirBeijos,
AL
Belo post! Já não vinha cá há algum tempo
ResponderExcluir(e difícil dar a roda aos meu seguidores)
mas não esqueço nenhum.
Bj.Irene
Muito bom poema, imagens intensas, fortes, bem trabalhado. Parabéns! Abraços!
ResponderExcluirMaravilhoso esse tempo avido e que deixa surdo, lindo, amei, e vou já já dialogar com teu poema, tenha um lindo domingo,beijos !!
ResponderExcluirAqui estou linda e maravilhosa Carla e para dialogar com teu poema vou contradize-lo, beijos !
ResponderExcluirQuente teu metal
Quente metal orquestrado
O som no teu ouvido e fadado
E na percepção ávida noite adentra
E deixa o tempo escorrer
E não há mais agonia fria
Mas sim anciã quente que arde
E a vida corre solta e feliz
E você neste palco e a atriz
Que não se vinga, mas reage
Que não come fria a comida
Hoje você é a mulher servida
E deixa brotar a nova floração
Que trás também o fruto doce
Que vem com uma nova visão
Da tua liberação e amplificação
Por isso o som agora é quente
Pois você é um ser vivente
E quer a vida plena
E isso não é opção
É constatação
Ulisses Reis®
07/08/2011
Para Carla Stopa
Como sempre arrasando nos poemas. Esse lado doído do coraçào de mulher nos deixa assim loucas, loucas... E é: opção. Pior que penso que sim. A gente precisa aprender a ser testemunha de nós mesmas: dos picos, dos altos e baixos. Quem sabe assim a gente dê conta de ascender, ressucitando dessas esporádicas mortes necessárias.
ResponderExcluirBjos! E vamos confiar na vida! ;)
Que fortes e profundas suas palavras...um poema pra nos fazer refletir...e muito...
ResponderExcluirBom dia...beijinhos
Valéria
suena todo muy bien.
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